às vezes de carro. outras de bicileta. a maior parte de skate. e a pé? também, que remédio...

5.7.05

vai-se andando

Depois de algum tempo o meu fiel amiguinho pc, decidio embernar.
Que porcaria.
Logo agora k ja tava atinar com ele.
Mas a sempre um amiguinho com pc e que tenho net tá tudo resolvido.

20.6.05

Cravos como nós

Com a minha mão esquerda fiz um furo em terra seca e pobre
Com a minha mão esquerda atirei sementes de cravos
Com a minha mão esquerda reguei, reguei, reguei
Com a minha mão esquerda amparei a minha cabeça junto ao solo
E fechei os olhos cansados e molhados de suor
E ali fiquei
Cada vez que abria os olhos crescia, e crescia, e crescia
Tanto tempo que esperei, ele era vermelho, cor do sangue que me corria nas veias, forte,
Elegante, e então disse-lhe:
-Todos os outros cravos que nascerem hoje em diante serão Iguais a ti!
Até que um dia o puxei da terra com a mão esquerda,
E fui andando descalço pelos campos até chegar junto de um homem de farda verde
E uma espingarda nas mãos, e com a minha mão esquerda coloquei o cravo vermelho e forte na ponta de sua espingarda:
- De hoje em diante, esta tua espingarda só dispara cravos como este!

Vasco Alves

E assim vamos andando

Ó meu caro vamos lá por os pontos nos ii
de quem são os campos deste país
de você que diz que são seus porque os herdou
ou da gente que neles sempre os trabalhou

Quem vale mais do que o que tem
quem tem menos do que o que vale
quem tem cabeça para pensar
quem é que é o povo de Portugal

E que a terra é de quem trabalha pois bem
não é novidade para ninguém
mas é que você insiste em ser distraído
e em guardar para si o que nos é devido

E você a dizer-me que o silencio é de ouro ora ora
ouro assim é aquele que nos explora
não se vai amar quem assim nos explorou
quem me tem roubado de tudo o que sou

Mas não pense que vamos ficar na cepa torta
a injustiça a gente já não a suporta
temos força e razão e vontade para lutar
pela terra que é de quem a trabalhar

Ó meu caro vamos lá por os pontos nos ii
de quem são os campos deste país
de você que diz que são seus porque os herdou

Sérgio Godinho

15.6.05

14 de Junho de 2005

Programei para esta noite ir gastar um rolo de 24 fotos a Sintra.
Decidi por em prova, mais uma vez a minha capacidade de fotógrafo “amador”. A vila à noite não tem tanta iluminação como de dia e é mais difícil conhecer no mínimo por onde se anda. Mas isso para mim é o menos!
Ao andar uns poucos metros depois da estação, logo ao início do passeio, enfrento-me com uma dor enorme na canela direita já de algum tempo, pós uma queda que dei de skate. Ainda não sei bem o que será, mas não foi por isso que desisti. Um pouco de esforço e gosto pela arte tudo se resolve.
Não me canso de vir a Sintra, para além de ficar a 2 estações de distância da zona onde é habitual ficar hospedado.
As suas ruelas acolhedoras, a beleza arquitectónica e natural que trepa pela encosta, as nuvens camuflando muralhas e torres erguendo-se até ao céu, afirmam-na indestrutível sob o olhar humano. Sintra sem se aperceber tem o fascínio de conseguir invocar um passado fértil de histórias verdadeiras e magias irreais.
Em tempos, com outros amigos de aventuras, o percurso nocturno era o seguinte: cada um com a sua mochila e lá dentro umas sandes, uma garrafa de agua, um saco-cama, uma camisola extra e uma garrafita de vinho, que nos iria servir de “espanta espíritos”. Iniciávamos a caminhada, seguindo pela Volta do Duche, uma das principais ruas que contorna um pequeno vale, onde fica a azinhaga da Sardinha. Logo de seguida e aí sim: a longa caminhada pela Estrada da Pena até à casa do guarda. Uma casinha pitoresca com um pequeno candeeiro! Nesse lugar era a ultima vez que tínhamos a noção do seria uma rua ou um caminho iluminado artificialmente. Logo a seguir, num piscar de olhos, tudo mudava. As luzes artificiais eram substituídas por pequenos pirilampos que se disponibilizavam a servir-nos de guias até ao topo da serra.
E a partir daqui entregávamos-nos aos mistérios da serra, sob a cumplicidade da lua e das estrelas, envergonhadas para lá da neblina…

10.6.05

Feira medieval de Sintra


Eu e minha mãe fomos dar um passeio até Sintra.
Um prazer que eu nunca deixo escapar. É magnífico. A leveza do ar que nos roça a cara, a verdura em ascensão que subjuga o olhar, todo um passado que se faz presente, nos seduz e nos avassala.
Hoje particularmente fiquei cativado pela ideia fabulosa de visitar o Palácio da Vila, pois desde que me lembro ser gente, nunca lá tinha ido.
Logo no largo em frente dei de caras com uma pseudo feira medieval, em que “mouros” e “cristãos” conviviam animadamente uns com os outros, ao mesmo tempo que vendiam artesanato do século XXI… Chamo-lhe “pseudo” também pela falta de esforço criativo, incluindo o tipo de linguagem utilizada, tal como banais conversas de café. E será que naquela altura já se usavam t-shirts?
Gostava que na próxima vez se esforçassem muito mais.

Que fixolas!

Vim até Mem Martins. Concelho de Sintra.
Estava mesmo a precissar de respirar e de arejar a cabecita!
Matar as saudades do calor da asa da mama!HeHeHeHe...
Os petiscos, os passeios, as histórias, as conversas, etc...!

8.6.05

Hoje

8 de Junho. Chego finalmente à blogosfera.